A Ericsson e a Lenovo anunciaram nesta quinta-feira (3) um contrato sobre patentes de 5G, encerrando a disputa judicial sobre a licença dessa tecnologia. Uma vez que informou a Ericsson em seu site, o contrato inclui o termo de todas as ações sobre violação de patente. No Brasil, o processo cândido pela empresa sueca corria sob sigilo na Justiça do Rio de Janeiro.
Com o contrato, a Motorola (parte da Lenovo) não correrá mais o risco de ver as vendas de seus celulares 5G suspensas no mundo. A empresa sueca também abriu ações contra a dona da Motorola nos Estados Unidos e Reino Uno, além de outros países.
Qual era a disputa entre Ericsson e Lenovo?
A Ericsson acusava a Motorola de violar uma licença de patente sobre o uso da sua tecnologia 5G. As duas empresas divergiam sobre o escopo da licença firmada entre elas. Essa divergência envolve quantos e quais celulares podem usar a tecnologia 5G da Ericsson — esta é uma versão resumida da história.
Por outro lado, a Lenovo ainda acusava a Ericsson de práticas abusivas por negar as propostas de licenciamento do 5G. A sueca também afirmava que a Lenovo não pagava a licença de tecnologias de redes móveis desde 2008.
Agora que chegaram a um contrato sobre o uso do 5G, essas acusações devem permanecer no pretérito.
Convenção impactará o caixa da Ericsson
Em seu enviado, a Ericsson destaca que o contrato trará mudanças no resultado financeiro a partir deste trimestre. Com isso, acionistas e stakeholders devem esperar que a receita da empresa aumente.
Porém, o proclamação do contrato não resultou em propagação no valor das ações da Ericsson, pelo contrário: elas estão em queda. É provável que o efeito das novas tarifas dos Estados Unidos tenha influência nesse resultado.
Com informações de Mobile Time, Tele Síntese e Be Civil